Boletim Ponto A República com um nó nas tripas Olá! Com a CPI no encalço, queda de popularidade e Lula atravessado na garganta, o soluço de Bolsonaro terminou em dor de barriga. Já o acordo nacional proposto por Luiz Fux nasceu morto, pois ao invés de governar, Bolsonaro prefere sair de cena e passar por mártir nas redes sociais. O soluço de Fux. É parte do modo de operação bolsonarista provocar o medo para paralisar os adversários. Acuados pela CPI, o general Braga Netto atacava o Congresso, Bolsonaro mirava no STF e no TSE e ambos ameaçavam com um golpe. Discursos agressivos que as milícias digitais reproduziram e amplificaram nas redes. Ainda assim, Luiz Fux, repetindo a gestão fracassada de Dias Toffoli e Arthur Lira (PP-AL), tentaram mais uma vez pactuar um mínimo de civilidade do Poder Executivo com os outros poderes, baseado na improvável exigência de que “Bolsonaro calasse a boca”. Como avalia Elio Gaspari, esta milésima tentativa fracassaria como todas as outras porque o capitão só poderia recuar se as investigações contra ele no STF e no Congresso recuassem também. E isso nem Lira e nem Fux podem conseguir. Ao contrário, Alexandre de Moraes, que presidirá o TSE no ano que vem, enviou ao tribunal as provas recolhidas nas investigações sobre as fake news e que poderiam estar ligadas à eleição da chapa Bolsonaro-Mourão. E até na PGR, Augusto Aras tem dificuldade para segurar a pressão e não investigar as ameaças golpistas sobre as próximas eleições. Ao mesmo tempo, se Bolsonaro e os seus generais não diminuírem os ataques ao Congresso, o indicado do governo para o STF, André Mendonça, corre o risco de não passar na sabatina do Senado. Mendonça não era o favorito nem entre os governistas. Mais do que seu currículo como pastor e teólogo evangélico, os senadores temem seu alinhamento “terrivelmente bolsonarista”, como no abuso da Lei de Segurança Nacional para perseguir adversários, e que repetiria o desastre que é a atuação de Kassio Nunes. Leia: https://www.brasildefato.com.br/2021/07/16/a-republica-com-um-no-nas-tripas Tempero da Notícia Bolsonaro usa fragilidade de saúde para atacar adversários Programa com o jornalista Rodrigo Vianna traz comentários sobre os principais acontecimentos políticos desta semana "Enquanto Bolsonaro era internado às pressas e fazia uso político da própria doença, crescia a tensão nos quartéis, e ganhava apoio, no Congresso Nacional, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), que proíbe militares da ativa em cargos na administração pública", analisa o jornalista Rodrigo Vianna, em alguns dos destaques do Programa Tempero da Notícia, desta sexta-feira (16). Veja: https://www.brasildefato.com.br/2021/07/16/tempero-da-noticia-bolsonaro-usa-fragilidade-de-saude-para-atacar-adversarios |
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